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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

ICT Leaders Summit 2010 - Luanda



Excelente evento que ocorreu entre 13 e 14 de Outubro passado, com o alto patrocínio da OMNIdata, da ACCENTURE e do MTTI, entre outros. Excelente agenda, oradores muito qualificados e esclarecidos e uma audiência composta pelos grandes dirigentes que neste país influenciam o rumo das TIC.

Eu tive a oportunidade de fazer uma apresentação das competências da OMNIdata e ainda tocar no tema da Virtualização e Consolidação de Datacenter. O Cloud Computing e os novos desafios que se avizinham e que a Cisco aborda de forma muito séria através da aliança VmWare, CISCO e EMC2.

sábado, 31 de janeiro de 2009

Apresentações de Sucesso em 10 Passos

Você fica nervoso quando alguém lhe diz que vai vai fazer uma apresentação?

Depois de muita experiência não resisti: Siga os 10 passos para uma apresentação eficaz.

1. DESENVOLVA UM PLANO PARA A SUA APRESENTAÇÃO!

Parece obvio mas é frequentemente ignorado e é a principal razão de insucesso de muitas apresentações.

2.MEMORIZE TANTO QUANTO PUDER ACERCA DO CONTEÚDO DA SUA APRESENTAÇÃO MAS NÃO CONFIE EXCLUSIVAMENTE NA SUA MEMÓRIA.

Prepare alguns slides, notas ou outras ajudas mnemonicas.

3.COMECE POR CONHECER A SUA AUDIÊNCIA E AS SUAS REAIS EXPECTATIVAS.

Se não conhece o público como pode saber que estratégias e técnicas usar?

4.COMUNIQUE LOGO AO INICIO A SUA AGENDA E OBJECTIVOS.

Isto irá ajudar a audiência a acompanhar e a participar.

5.MANTENHA CONTACTO VISUAL COM A SUA AUDIÊNCIA DURANTE A APRESENTAÇÃO.

Não exagere na consulta das suas notas ou dos slides no ecran.

6.PREPARE UMA FOLHA COM O SUMÁRIO E OS TÓPICOS A COBRIR PELA SUA APRESENTAÇÃO.

Faça um pequeno folheto quye seja atractivo visualmente.

7.TORNE A SUA APRESENTAÇÃO INTERACTIVA, MOTIVE A PARTICIPAÇÃO DA AUDIÊNCIA.

Coloque perguntas abertas, lance trabalhos de grupo, inquéritos...

8.USE MAS NÃO ABUSE DO HUMOR.

Usar algumas pidadas no momento certo ajuda a cativar a atenção da audiência e a criar um clima mais leve. Mas não se esqueça, as piadas devem ser de acordo com o tipo de audiência e ... cuidado com a linguagem.

9.RESERVE ALGUM TEMPO PARA RELAXAR E RESPIRAR ANTES DE COMEÇAR. CONCENTRE-SE!

Durma bem na noite anterior, se possivel visite o local antes da apresentação e seja positivo acerca do seu trabalho

11.DIVIRTA-SE ENQUANTO APRESENTA...

segunda-feira, 9 de julho de 2007

sábado, 7 de abril de 2007

Conhece o teu futuro...

como Director Geral, de Comunicação, de Marketing ou de Publicidade.

A ESIC Business Marketing School tem um jogo online cujo objectivo é que aprendamos os fundamentos da gestão, jogando. Registe-se em La Fabrica de Ilusiones e candidate-se a um premio todos os meses.

sexta-feira, 16 de março de 2007

Planeamento de uma Campanha Promocional

Sete Acções para o Sucesso

Numa campanha de marketing temos fundamentalmente três objectivos concretos:

Objectivo 1: Que a mensagem atinja a audiência, o segmento-alvo;

Objectivo 2: Que a mensagem seja compreendida pela audiência;

Objectivo 3: Que a mensagem influencie a audiência da forma pretendida, estimulando atitudes, comportamentos e acções.

Até aqui, tudo bem. A questão agora é de que forma a sua campanha vai atingir eficazmente os objectivos acima? Exige planeamento, disciplina e uma implementação eficaz. Aqui estão 7 passos que normalmente utilizo:

  • Acção 1: Primeiro que tudo defina o alvo.

Para isso tem que conhecer bem o mercado e melhor ainda a audiência que quer atingir. A quem queremos fazer chegar a mensagem? Quais as suas características, hábitos, padrões sociais, ideologias, necessidades, problemas, desejos, expectativas e todos os factores que se prendam com a utilização do seu produto ou serviço. Se não dispõe de estudos de mercado, use o marketing inteligente e informação informal de fonte credível como a imprensa especializada, os seus vendedores, o INE, associações empresariais, feiras, cursos, conferências e tudo o mais que lhe trouxer alguma informação pertinente e actualizada.

  • Acção 2: Que canais de comunicação vai usar?

A definição do alvo, tem influência directa na escolha dos canais de comunicação mais indicados para a campanha. E claro que o orçamento disponível também. Mas principalmente tem a ver com as características e hábitos vigentes no mercado em causa. Depende também das características da pessoa que queremos influenciar, do impacto que queremos causar e dos resultados a alcançar com a campanha. Podemos usar a força de vendas ou uma equipa de gestores de produto, marketeers ou prospectores para realizarem reuniões presenciais, demonstrações ou então, equipas de telemarketing para reuniões telefónicas. Canais convencionais são ainda a internet, os jornais, revistas, outdoors, publicidade na rádio ou TV ou ainda o direct mailing entre muitos outros meios.

  • Acção 3: Determine e Sintetize os Seus Objectivos

Os objectivos de uma campanha promocional devem estimular a audiência a agir e desenvolver comportamentos a curto e longo prazo. Os objectivos devem ser claros, mesuráveis e adequados ao plano de marketing. E claro devem ser eficazmente transmitidos a todos os elementos da equipa responsável pela campanha.

  • Acção 4: Determine o seu Mix de Promoção

Uma campanha eficaz e bem sucedida deve ser suportada numa fórmula que utiliza com sabedoria diferentes meios e canais. Você terá que, em face das acções desenvolvidas até aqui, determinar quais os recursos a utilizar, quando os vai utilizar e de que forma.

  • Acção 5: Desenvolva a sua Mensagem Promocional

Chegou a altura de desenvolver o conteúdo pretendido para a sua mensagem. Suporte-se nas acções anteriores, no seu conhecimento da audiência e na sua visão estratégica. Depois de ter encontrado o conteúdo que mais se adequa aos seus objectivos, ao mercado, ao ambiente e à audiência trabalhe o formato e a estrutura da mensagem a transmitir.

  • Acção 6: Prepare um Orçamento para a Campanha

Goste ou não, deverá preparar um orçamento para a campanha. Um orçamento rigoroso indexado aos seus objectivos e impacto que pretende causar, mas também à capacidade financeira e ao capital que está disposto a investir nesta acção face ao retorno esperado. Claro que terá que calcular com rigor todos os custos envolvidos e ser sério e ponderado na previsão de qualquer retorno a curto, médio ou longo prazo. Assim saberá se é possível levar a cabo a campanha e terá uma visão do sucesso e potencial expectável.

  • Acção 7: Meça a Eficácia da Campanha

Depois de cumpridas todas as acções anteriores, o plano da campanha promocional deverá ser formalizado através de um documento onde incluirá a análise, cronograma da campanha e especialmente da integração dos diferentes elementos do mix da promoção (ver acção 4). Neste documento preveja como você pretende medir a eficácia da campanha, qual a metodologia a utilizar e quais os resultados esperados.

Você precisará de inquirir a sua audiência posteriormente para avaliar se a mensagem é reconhecida por eles ou lembrada. Para saber o que sentem acerca do conteúdo, da forma e do canal. E mais importante, se as suas atitudes, comportamentos e acções foram efectivamente influenciadas pela mensagem da forma prevista e no grau que era pretendido.


sábado, 10 de março de 2007

Curiosidade sobre o Google

O nome Google foi escolhido por causa da expressão googol, que representa o número 1 seguido de 100 zeros, para demonstrar assim a imensidão da Web.

A expressão googol surgiu de um fato um tanto curioso, o matemático Edward Kasner questionou o seu sobrinho de 8 anos sobre a forma como ele descreveria um número grande - um número realmente grande: o maior número que ele imaginasse. O pequeno Milton Sirotta emitiu um som de resposta que Kasner traduziu por "googol". Mais tarde Kasner definiu um número ainda maior: o googolplex.

Veja os derivados do nome googol:

  • Googolplex: é o nome do conjunto de construções de trabalho e moradia do Google, em Mountain View (Googleplex) California. Este termo também vem da matemática e é algo como 10^{10^{100}}, que seria 10 elevado a (10 elevado a 100) ou 10 elevado a googol.
  • Googolduplex: como quando alguém se refere a um dos complexos de moradia do Google; Este termo, voltando à matemática, se refere a 10^{10^{10^{100}}}, ou 10 elevado a (10 elevado a (10 elevado 100)), ou mesmo 10 elevado a googolplex.

sábado, 3 de março de 2007

Recuse um Negócio quando...

  1. Este é contrário aos objectivos estratégicos ou prioridades da empresa;
  2. Você não tem uma solução que vá de encontro às necessidades e expectativas do cliente;
  3. Para obter a encomenda você tenha que fazer cedências que possam ameaçar o interesse do negócio;
  4. Você não dispõe dos recursos suficientes;
  5. Você tem um elevado grau de inexperiência no negócio;
  6. Implique ter que lidar com um cliente problemático que poderá por em causa a rentabilidade do negócio e a sua imagem.

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007

Saiba Fazer Networking

O Homem é um animal social. O executivo de vendas vale não por si só, mas pela rede de contactos privilegiados que mantém. Como construir e manter uma agenda de contactos?

- Siga as pessoas certas
Desista daqueles que não lhe dão feedback ou não levam os projectos para a frente.

- Tenha uma atitude positiva
Tem um efeito magnético, de atracção de pessoas interessantes.

- Abuse do entusiasmo
Boa disposição fará com que seja lembrado.

- Transmita confiança
Quando indica alguém da sua rede, está a comprometer-se. Esteja seguro e confiante do seu contacto.

- Fortaleça a sua capacidade de ouvinte
É fundamental conhecer o seu interlocutor, as suas necessidades, expectativas e ambições. Assim se constrói uma relação de confiança.

- Mostre-se sempre disponível
Os mestres em networking mostram-se sempre disponíveis.

- Agradeça sempre
Expressar gratidão é um must. Agradeça qualquer dica ou favor, por mais insignificante que lhe pareça.

- Tenha Prazer em Ajudar
Ter interesse genuíno pelas outras pessoas e pelo seu sucesso.

- Seja sincero
Não ser sincero, é fatal... e a sua fama espalhar-se-á mais rapidamente do que pensa.

- Trabalhe arduamente a rede
A rede tem que ser alimentada. Mantenha os contactos vivos. Marque almoços, envie cartões, lembre-se dos aniversários. Não deixe a energia da rede bloquear em nenhum ponto.


Registo de Marcas Aumenta 500%


O registo de marcas por parte da indústria de calçado portuguesa aumentou 500% nos últimos 3 anos. Não sendo em si uma solução é no entanto um sinal de que um dos sectores tradicionais da economia portuguesa, e um dos principais produtores europeus e mundiais de calçado de couro de qualidade, está a seguir o caminho da diferenciação, design de moda e qualidade superior.

sábado, 24 de fevereiro de 2007

Citação da Semana 8

Você pode ser o melhor pintor, mas
se não souber fazer o marketing do seu trabalho
colocar a moldura adequada
e expô-lo na galeria mais indicada,
que sucesso terá você?

Arnold Schwarzenegger
Governador da California, EUA

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

SWEAR: O Design como Factor Crítico de Sucesso

Até há 25 anos atrás, a indústria do calçado era um dos pilares da economia portuguesa. Mais de 1200 fábricas espalhavam-se por diversas regiões ao longo do país onde pólos como Felgueiras, São João da Madeira e Benedita dependiam em grande parte da criação de riqueza e dos postos de trabalho gerados pelo calçado.

A indústria florescia graças à elevada qualidade do produto português sustentada no conhecimento técnico e domínio da gestão ao nível do chão de fábrica. Era uma gestão taylorista e essencialmente voltada para dentro da fábrica. A principal preocupação dos empresários e gestores era a produção. Produzir cada vez mais, com a melhor qualidade e os melhores preços eram o único objectivo. Assim, a indústria portuguesa rapidamente foi reconhecida internacionalmente pela sua óptima relação qualidade/preço.

Estas fábricas não vendiam o seu produto. Era o cliente que lhes comprava. Eram as grandes marcas europeias e americanas que chegavam com os seus engenheiros de produto, os seus designers, os seus materiais, técnicas e modelos e trabalhavam em parceria com os fabricantes portugueses a quem entregavam as encomendas.

Assim fortaleceu-se um sector que não conhecia o cliente que usava os seus produtos, não conhecia os seus hábitos, desejos e preferências; não conhecia o canal de distribuição; não tinha design nem marca própria; não tinha estratégia de marketing; não sabia vender!

Com a abertura do mercado a oriente, marcas como a Rockport, Kickers, Timberland, Adidas, Clarks e muitas outras gradualmente diminuíram as suas encomendas às fábricas portuguesas para as entregar a fábricas na Indonésia, na Índia e na China.

Este facto provocou uma forte crise no sector, o que levou os fabricantes, o governo e suas instituições e ainda as associações empresariais a procurar diferentes estratégias e tácticas para encontrar um novo caminho para a capacidade de produção de qualidade instalada em Portugal.

Um caso que conheci de perto e que frequentemente cito nos meus cursos de marketing é o da CALZEUS, uma de tantas outra fábricas tradicionais que agonizavam tentando encontrar uma fórmula que lhe permitisse sobreviver em águas tumultuosas.

Trata-se de uma pequena fábrica de calçado convencional na região de Felgueiras que como tantas outras de repente viu-se na obrigação de adquirir uma atitude proactiva, agora obrigada a promover e vender os seus produtos no mercado. Mas qual mercado? Qual produto? Como chegar até ao cliente? Quem é o cliente?

José Neves filho dos proprietários da Calzeus, abandona o seu curso de Economia e após uma passagem pelo curso de Estilismo do CFPIC, convence os pais a seguirem um caminho inovador, desconhecido e perigoso. Cortar radicalmente com tudo o que a empresa tinha feito até ali, aproveitar o seu maior património – know how industrial – e desenvolver uma estratégia sustentada numa marca própria, num design provocador, numa cultura alternativa e num nicho de mercado com expectativas e emoções por satisfazer.

Foi uma estratégia arriscada. Significava trilhar um caminho novo, algo que nunca antes tinha sido feito. Não havia como medir, prever ou comprovar a validade da estratégia a seguir. Não imaginam como foi difícil para o pai, industrial tradicional, acreditar na estratégia rebelde de José Neves. Mas acabou por acreditar, deu toda a força e participou com todo o seu conhecimento técnico.

A SWEAR, marca criada por José Neves e um sucesso mundial, está presente em 35 países, através de lojas franchisadas e de lojas próprias em cidades como Londres, Tóquio, Hong Kong ou Moscovo. Satisfaz as emoções e encanta um segmento alternativo, dos que apreciam a cultura e a música alternativa. Forneceu o calçado para o filme Star Wars, para as Spice Girls, REM e muitos outros nomes do mundo da moda e do espectáculo. O seu produto tem um preço três vezes superior ao preço de mercado e a produção quintuplicou.

Muitas outras fábricas maiores e menores e mesmo com importantes vantagens competitivas quando comparadas à Calzeus, sucumbiram. Milhares de empresas - directas e indirectas - fecharam! Milhares de operários qualificados ficaram sem emprego. Muitos colegas de José Neves no seu curso de estilismo estão hoje em empregos que nada têm a ver com estilismo e design de calçado. A SWEAR de José Neves venceu e conquistou o mundo.

A Chave

  • Estratégia de gestão orientada para o design
  • Criatividade e Inovação com vista ao encantamento do cliente
  • Estratégia de marketing focada no segmento-alvo
  • Diferenciação através de marca própria
  • Implantação global (num nicho) e não uma estratégia doméstica
  • Marca significa definir tendências e não segui-las
  • Produto (calçado) é mais do que isso - é um conceito, um estilo de vida
  • Rede de subcontrados locais e na Ásia (Vietname e Coreia do Sul)
  • Know how adquirido em todas as fases da cadeia de valor do calçado
  • Marketing interactivo e Feedback dos clientes através de loja própria em Londres (capital da moda alternativa) e pela Web
  • Criação de uma comunidade de fãs através da Web (a “tribo Swear”) e de lojas de culto franchisadas
  • Estender a marca “alternativa” à roupa e acessórios

O Poder da Gestão pelo Design

Frequentemente, quando falamos de design pensamos em negócios da moda. Mas o design há muito que invadiu todas as indústrias, desde os frigoríficos, às máquinas industriais, dos computadores aos telemóveis, o mobiliário, uma garrafa de vinho ou… um balde para o lixo.

As empresas de hoje lutam para criar produtos que encantem os seus clientes, que vão para além das suas características, da sua performance, benefícios e mesmo além da capacidade desses produtos satisfazerem as necessidades e expectativas dos clientes.

Em resumo, o design está-se a tornar um importante acelerador da rentabilidade e sucesso das marcas e empresas. Hoje não chega simplesmente ultrapassar a concorrência ou competir num mundo em rápida e constante mudança. O gestor de hoje tem que adaptar o seu modelo de gestão e cada vez mais pensar como um designer.

O conflito entre os que pensam e gerem os negócios como designers e os gestores tradicionais é antigo e conhecido de todos. Ainda hoje, muitos gestores olham para os designers como estilistas, criativos, pessoas diferentes e alienadas do negócio. Também os designers frequentemente vêem os gestores como profissionais antiquados, que não procuram emoção no produto e que facilmente sacrificam a qualidade, estilo e factor de diferenciação em busca do lucro previsível e quantificável. Esta diferença essencial parte do padrão de pensamento, forma de estar na vida e do conceito de criação de valor para gestores e para designers. Enquanto os gestores procuram o crescimento e a consolidação do negócio baseados nos modelos de gestão que lhe foram ensinados e que demonstrem larga aceitação e provas dadas no mundo empresarial, os designers perseguem o mesmo objectivo sustentando-se na busca de coisas novas, inovadoras, melhores e diferentes.

A gestão tradicional baseia-se em sistemas mensuráveis fáceis de estandardizar e repetir. Na gestão por design, tudo parte do conhecimento e experiência que os designers têm do mercado, da cultura em que estão inseridos, dos desejos, necessidades e expectativas do potencial cliente. Isto leva-os a ideias inovadoras em cujo sucesso acreditam mas não podem medir ou comprovar. Trabalham ao nível das experiências e das emoções que um produto pode despertar no utilizador. O seu sentido mais apurado é o visual e recorrem à intuição e ao conhecimento que têm do cliente-alvo no seu aspecto interior e social, dos seus hábitos e comportamentos. Procuram criar algo que satisfaça o seu cliente levando a sua criação para além do conhecido.

Se uma empresa quiser de facto beneficiar do design como motor da gestão e da rentabilidade do negócio, contratar excelentes designers não é suficiente. Para atingir uma plataforma de diferenciação, de inovação de despertar emoções e encantar o cliente, toda a organização tem que ter uma atitude pró-criativa, uma consciência orientada para o design, orientada para o encantamento do cliente, para a descoberta do que não existe ainda, para o UAU !

A gestão deve ser capaz de liderar as diferentes forças – gestores e designers – como uma equipa multi-disciplinar e multi-cultural, motivada e focada no sucesso. A empresa deve promover um ambiente de liberdade onde cada um possa seguir a sua intuição, mas ao mesmo tempo medir e avaliar a sua performance. Ao desenvolver esta cultura interna, deve estar preparada para aceitar o insucesso como algo inevitável quando se tenta ir para além da fronteira do conhecido.

O leitor está a pensar como é difícil promover e implementar um modelo de gestão orientado pelo design. Sim, é verdade. É difícil! Não é concerteza o caminho mais fácil e convencional, mas é um caminho que seguramente leva ao sucesso hoje e no futuro.

Veja-se o caso da APPLE, da SWEAR, da BANG & OLUFSEN, da BENETTON e de muitos outros que privilegiam o design como força orientadora e fundamental da sua gestão.

Brevemente, publicarei outro artigo sobre o tema partilhando casos práticos com que tive a oportunidade de lidar.

Entretanto vejam o calçado SWEAR, a bicicleta Biomega da PUMA, os equipamentos Bang & Olufsen, o telefone iPhone da Apple ou a Fabrica da Benetton.

segunda-feira, 22 de janeiro de 2007

Como Implementar uma Estratégia de Marketing Interno

Quando começamos a planear e implementar uma estratégia de MI (Marketing Interno), algumas orientações devem ser observadas. Primeiro que tudo, o foco interno do MI tem que ser reconhecido e totalmente aceite pela gestão de topo. Os colaboradores sentem que a gestão os considera importantes quando eles têm possibilidade de participar no processo; tanto no processo de investigação interna e no planeamento do ambiente de trabalho, os objectivos e âmbito das suas tarefas, informação, rotinas de feedback e campanhas externas. Quando os empregados compreendem que eles são capazes de se envolver em melhorar alguma coisa que é importante para eles, ficarão mais propensos a assumir compromissos com o negócio e com os compromissos da estratégia de MI.

No entanto, o foco externo da estratégia de MI e de qualquer processo de MI não deve nunca ser esquecido. Um dos principais objectivos é melhorar a consciência orientada para o cliente e para o serviço e, numa última análise, as habilidades de marketing interactivo e o desempenho de marketing em part-time pelos colaboradores. Consequentemente, o foco interno e externo do MI andam de mãos dadas.

Além disso, deve sempre ser lembrado que o processo de MI irá falhar se for visto simplesmente como táctico e iniciado apenas junto dos empregados que contactam o cliente. A este nível apenas, não é capaz de trazer uma cultura de serviço para dentro da organização, nem atinge os empregados de suporte que também devem actuar como marketeers em part-time internamente. Só quando já existe tal cultura, é que uma acção de MI pode ser dirigida a um alvo específico. Em todas as outras situações, o MI tem q envolver, e começar com a gestão de topo, quadros intermédios e supervisores. O apoio contínuo da gestão, através do envolvimento activo no processo, é uma necessidade absoluta.

Finalmente, o MI é um processo contínuo. A organização necessita de constante atenção por parte da gestão. Mudanças na estratégia, nas tecnologias nos processos de serviço e no marketing externo devem ser introduzidas na organização, sempre com muito cuidado.

Mudar a cultura corporativa numa direcção de orientação para o serviço leva tempo, e a gestão tem que entender que deve ser dado o tempo necessário. Depois disso, a cultura de serviço tem que ser mantida e gerida continuamente.

sexta-feira, 19 de janeiro de 2007

Tem Uma Moedinha por favor ?

O Mundo mudou! As fronteiras cairam! Obstáculos estão desaparecendo. Os chineses recrutam talentos na Europa. Os bancários pedem licença sem vencimento e se aventuram como empreendedores em Angola. As empresas deslocalizam-se. E o turismo explode...

1ct é quanto precisa para voar até Londres, Paris, Frankfurt... Quando o próximo mendigo lhe pedir 50cts para encontrar um lugar de estacionamento... pense bem!

segunda-feira, 15 de janeiro de 2007

A Tecnologia no Feminino

De acordo com um estudo da Oxygen, 43% das mulheres com idade entre os 40 e os 49 que recebessem 500 USD, iriam comprar um iPod, telemóvel, câmara fotográfica digital ou outro acessório tecnológico em vez do tradicional par de sapatos ou um programa de terapia e estética num luxuoso spa.

Tenho trabalhado com algumas companhias de produtos tecnológicos e também com algumas do mundo da moda e sempre encontrei por parte dos gestores e marketeers uma grande resistência em aceitar que as mulheres com mais de 25 anos tenham interesse em tecnologia e gadgets tecnológicos.

Por um lado, eles têm razão. Quando eu falo em tecnologia à minha mulher ela até se arrepia. Mas se falarmos às mulheres em TV plasma, iPods, câmaras digitais, notebooks com design rapidamente veremos o seu interesse crescer. Elas estão a valorizar a experiência e não o equipamento, os benefícios e não as especificações técnicas.

A fórmula do sucesso das empresas tecnológicas no crescente segmento de mercado que as mulheres representam passa muito pelo design atractivo, luxuoso e feminino, pela facilidade de utilização e carácter prático mas, principalmente pela estratégia de comunicação ao mercado. Para atrair e fidelizar o segmento feminino, as empresas tecnológicas têm que deixar de falar em características e concentrarem-se em gerar emoções relevantes para a vida da mulher moderna.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2007

Homenagem à Vendedora da Semana !!


Homenagem a uma vendedora, que para atrair o seu cliente gritou:

"Anda cá meu lindo! Anda cá que tenho aqui Robalos que fazem crescer o cabelo!..."

segunda-feira, 8 de janeiro de 2007

O Que é isso de Marketing Relacional ?

O Marketing como instrumento de gestão estratégica é ainda relativamente recente mas é já uma das mais dinâmicas e em constante evolução. Ainda hoje em dia, erradamente vejo confundirem o Marketing com a Comunicação, promoção ou em linguagem comum, com a “publicidade”.
A publicidade é apenas uma variante do Marketing, um dos clássicos 4 P’s na matriz do Marketing-Mix.
As novas correntes ou tendências do Marketing são várias, o Marketing Viral, o Marketing de Guerrilha, o Marketing WOM, Político, Cultural, Estratégico, Interno, Inteligente e a lista é extensa.
Uma das novas correntes descendentes do antigo Marketing Directo é o Marketing Relacional.
O Marketing Relacional propõe-se a tratar cada indivíduo ou organização de uma forma única, oferecendo-lhe mais valias específicas, e, no limite, objectivos, fazendo com que o cliente se sinta parte integrante da própria organização, tornando-o em última instância um apóstolo da marca, conforme lhe chama Jean Noël Kapferer no seu livro “Strategic Brand Management”. Na prática, através de um conjunto de técnicas e instrumentos a organização conhece o perfil, desejos e necessidades do cliente e desenvolve estratégias de serviço, produto e comunicação que vão satisfazê-lo. A percepção do cliente é que está a ser "tratado por tu", que aquela empresa sabe tudo sobre os seus problemas e no momento oportuno oferece-lhe soluções.
A ideia é assim, mais do que uma mera transacção e fornecimento de serviços/soluções/produtos, que as marcas se tornem parte do tecido social (de relações) que gravita em torno de cada pessoa, a chamada “rede de suporte” por parte da psicologia e que é o cerne da Inteligência emocional, tão em voga nos dias que correm.
Quem conseguir dominar a arte de manter relações com os seus clientes, ou públicos-alvo, consegue sem dúvida a tal tribo de seguidores que mais do que clientes, são parte da código genético da própria marca como defende Patrick Hanlon em “Primal Branding”.

Participe contando a sua experiência em marketing relacional como cliente ou fornecedor, como comprador ou como vendedor.Envie-nos as suas sugestões e críticas.