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segunda-feira, 9 de julho de 2007
Um Hino ao design e marketing retro
segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007
Registo de Marcas Aumenta 500%
O registo de marcas por parte da indústria de calçado portuguesa aumentou 500% nos últimos 3 anos. Não sendo em si uma solução é no entanto um sinal de que um dos sectores tradicionais da economia portuguesa, e um dos principais produtores europeus e mundiais de calçado de couro de qualidade, está a seguir o caminho da diferenciação, design de moda e qualidade superior.
quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007
SWEAR: O Design como Factor Crítico de Sucesso
Até há 25 anos atrás, a indústria do calçado era um dos pilares da economia portuguesa. Mais de 1200 fábricas espalhavam-se por diversas regiões ao longo do país onde pólos como Felgueiras, São João da Madeira e Benedita dependiam em grande parte da criação de riqueza e dos postos de trabalho gerados pelo calçado.Este facto provocou uma forte crise no sector, o que levou os fabricantes, o governo e suas instituições e ainda as associações empresariais a procurar diferentes estratégias e tácticas para encontrar um novo caminho para a capacidade de produção de qualidade instalada em Portugal.

imaginam como foi difícil para o pai, industrial tradicional, acreditar na estratégia rebelde de José Neves. Mas acabou por acreditar, deu toda a força e participou com todo o seu conhecimento técnico.
A Chave
- Estratégia de gestão orientada para o design
- Criatividade e Inovação com vista ao encantamento do cliente
- Estratégia de marketing focada no segmento-alvo
- Diferenciação através de marca própria
- Implantação global (num nicho) e não uma estratégia doméstica
- Marca significa definir tendências e não segui-las
- Produto (calçado) é mais do que isso - é um conceito, um estilo de vida
- Rede de subcontrados locais e na Ásia (Vietname e Coreia do Sul)
- Know how adquirido em todas as fases da cadeia de valor do calçado
- Marketing interactivo e Feedback dos clientes através de loja própria em Londres (capital da moda alternativa) e pela Web
- Criação de uma comunidade de fãs através da Web (a “tribo Swear”) e de lojas de culto franchisadas
- Estender a marca “alternativa” à roupa e acessórios
O Poder da Gestão pelo Design
Frequentemente, quando falamos de design pensamos em negócios da moda. Mas o design há muito que invadiu todas as indústrias, desde os frigoríficos, às máquinas industriais, dos computadores aos telemóveis, o mobiliário, uma garrafa de vinho ou… um balde para o lixo.
A gestão tradicional baseia-se em sistemas mensuráveis fáceis de estandardizar e repetir. Na gestão por design, tudo parte do conhecimento e experiência que os designers têm do mercado, da cultura em que estão inseridos, dos desejos, necessidades e expectativas do potencial cliente. Isto leva-os a ideias inovadoras em cujo sucesso acreditam mas não podem medir ou comprovar. Trabalham ao nível das experiências e das emoções que um produto pode despertar no utilizador. O seu sentido mais apurado é o visual e recorrem à intuição e ao conhecimento que têm do cliente-alvo no seu aspecto interior e social, dos seus hábitos e comportamentos. Procuram criar algo que satisfaça o seu cliente levando a sua criação para além do conhecido.
Se uma empresa quiser de facto beneficiar do design como motor da gestão e da rentabilidade do negócio, contratar excelentes designers não é suficiente. Para atingir uma plataforma de diferenciação, de inovação de despertar emoções e encantar o cliente, toda a organização tem que ter uma atitude pró-criativa, uma consciência orientada para o design, orientada para o encantamento do cliente, para a descoberta do que não existe ainda, para o UAU !
A gestão deve ser capaz de liderar as diferentes forças – gestores e designers – como uma equipa multi-disciplinar e multi-cultural, motivada e focada no sucesso. A empresa deve promover um ambiente de liberdade onde cada um possa seguir a sua intuição, mas ao mesmo tempo medir e avaliar a sua performance. Ao desenvolver esta cultura interna, deve estar preparada para aceitar o insucesso como algo inevitável quando se tenta ir para além da fronteira do conhecido.
Entretanto vejam o calçado SWEAR, a bicicleta Biomega da PUMA, os equipamentos Bang & Olufsen, o telefone iPhone da Apple ou a Fabrica da Benetton.